Vício em jogos de azar: como ajudar alguém?

Vício em jogos de azar: como ajudar alguém?

Se abrisse um manual de medicina há 30 anos, leria que a dependência é a subordinação a uma substância, acompanhada por um aumento da tolerância, exigindo mais para sentir os efeitos, e causando sintomas de abstinência terríveis quando o consumo é descontinuado. Esta explicação era aceitável para o álcool, a nicotina e a heroína, mas não para a marijuana nem para a cocaína, que não provocam os tremores, náuseas e vómitos da abstinência da heroína. Popularmente chamado de vício em sexo, o transtorno do comportamento sexual compulsivo é considerado um distúrbio de saúde mental. Pessoas que sofrem com o problema dedicam tanto tempo às atividades sexuais que acabam negligenciando a própria saúde, os cuidados pessoais, responsabilidades e outros interesses.

Ela negligencia as responsabilidades em busca de prazer sexual.

A partir de informações da CID-11 e com a ajuda de psiquiatras e psicólogos especializados em transtornos sexuais, VivaBem listou perguntas que você pode fazer a si mesmo para identificar sinais do transtorno do comportamento sexual compulsivo. O vício em jogos é considerado um transtorno pelo CID (Classificação Internacional de Doenças) devido à sua capacidade de causar prejuízos à saúde mental e física, bem como à qualidade de vida, das pessoas. As pessoas podem desenvolver vícios em qualquer coisa que cause uma sensação de bem-estar e satisfaça a sua necessidade por recompensas. Quem é viciado em sexo – ou melhor, sofre de transtorno do comportamento sexual compulsivo – não tem controle sobre os próprios impulsos. O resultado é uma escalada de sofrimento e decadência física e moral muito bem representada em filmes como “Shame” (2012) e “Ninfomaníaca Vol. 1 e Vol 2” (2013).

Por que alguns vícios são mais difíceis de largar do que outros?

Assim como as drogas e alguns alimentos, o consumo de cigarros, bebidas alcoólicas e remédios para dores produzem surtos na liberação de dopamina, explica o neurocientista. Em todos esses casos, com o tempo, as substâncias começam a desenvolver uma tolerância e a droga se torna cada vez menos efetiva. E, claro, ocorre maior consumo dela e o cérebro passa por grandes surtos de dopamina – consequentemente, mais vontade da droga. A falta de compreensão do que prevê risco de dependência significa que poderia facilmente ter afetado você ou eu”, afirma o cientistas. “O indivíduo que sofre de dependência não carece de força de vontade para abandonar drogas, o vício simplesmente cria um desejo que muitas vezes é mais forte do que qualquer pessoa poderia superar sozinha”, conclui. Os medicamentos aliviam a síndrome de abstinência e muitos efeitos colaterais associados, mas as vias neuronais geradas pelo vício, assim como determinados hábitos de pensamento e comportamento, nem sempre respondem de primeira a tais tratamentos.

Surtos de dopamina

Além disso, um impulso conduz o indivíduo de um estado neutro para outro de sensações positivas (reforço positivo), como ocorre nas primeiras vezes em que ele faz uso da droga. A compulsão, ao contrário, leva o seu portador de uma situação de sensações negativas (os sintomas) a uma neutra, de alívio dos sintomas (reforço negativo). É o que ocorre nas fases mais avançadas do abuso, quando o vício já está instalado. Assim, quando o indivíduo passa da fase de impulso para a compulsão, há uma troca na qualidade e na intensidade da força que motiva o comportamento. Aloja a maquinaria mais sofisticada da evolução para raciocinar, ponderar riscos e controlar desejos desenfreados. Então, de que modo a compulsão e o hábito se sobrepõem à razão, às boas intenções e ao entendimento dos danos causados pela dependência?

Como age um viciado?

Mas, a partir de momento que você identificou sintomas que remetem a um vício, é preciso tomar providências para ajudar a pessoa viciada. Outro sintoma que pode ser observado em uma pessoa viciada é a compulsão por drogas. Esta compulsão pode se manifestar de várias formas, desde a recusa em parar de usar drogas, até a recaída após um período de abstinência. O descontrole e a falta de consciência fazem com que a pessoa seja levada pelo impulso do vício e pelo desejo de suprir suas necessidades.

Leia este artigo para aprender mais sobre essa condição e como ela pode impactá-lo. O apoio familiar é essencial para o tratamento do indivíduo com compulsão por jogos de azar. No caso do vício em jogos de azar, clínica de recuperação ele é ensinado a combater a vontade de jogar. Além dos problemas financeiros e dos riscos à integridade física, uma das maiores consequências negativas do vício em jogos de azar é o desgaste dos laços afetivos.

Por isso, o psicólogo ressalta a importância da avaliação profissional para identificar se este comportamento está associado com outras formas de transtorno mental, para então oferecer um tratamento mais amplo e integrado para a pessoa. A questão chave, segundo os especialistas, é analisar se a atividade sexual está causando sofrimento e danos ao indivíduo. “Muitas pessoas com o transtorno gastam com prostituição, motel e casas de swing de uma forma exagerada, causando prejuízos financeiros”, exemplifica Maria Luiza Sant’Ana do Amaral, psicóloga especializada em sexualidade humana pela FMUSP (Faculdade de Medicina da USP).

A tarefa para pesquisadores, agora, é descobrir se eles conseguem reverter essa sensibilização nos ratos – e, espera-se, também nos humanos. Em última instância, não importa para a continuidade dos nossos genes se nós gostamos de sexo, ou se gostamos de comida. Quando a dopamina era retirada de seus cérebros e coisas açucaradas eram colocadas em suas gaiolas, eles simplesmente deixavam de correr atrás desses alimentos. O conhecimento das profundezas das vias e mecanismos subjacentes aos fenômenos da dependência nos traz a perspectiva de novos alvos em que possam agir diferentes agentes terapêuticos, sejam eles psíquicos, medicamentosos ou comportamentais. Koob (2005) apresenta uma ampla revisão das bases neurofisiológicas da dependência, correlacionando-as com as atuais possibilidades terapêuticas.

Quando praticado moderadamente, um hábito que possui potencial para se transformar em um vício, como fazer compras ou comer alimentos gordurosos, não apresenta riscos. Por outro lado, quando se perder, o indivíduo fica tentado a jogar mais algumas rodadas para mudar a sua sorte. Em termos neurológicos, não existe diferença alguma entre os sexos biológicos.

Outra vontade antecipa que a falta do produto do vício vai gerar, a curto e a longo prazo, ansiedade, depressão, síndrome de abstinência, etc. Seus outros “eus” têm a silhueta de sua solidão, do peso na consciência, da forma da família e a carga do medo. O debate sobre vício em games é ampliado quando se tenta identificar se a condição trata-se de uma doença ou um sintoma de algo maior —como depressão ou alienamento da sociedade. (Tweet por @JoshuaGrubbsPhD, que foi deletado), e “Por favor parem de chamar a dopamina de neuroquímico de recompensa viciante”. “A psicoterapia pode ajudar nesses episódios, muito em função de desenvolvimento de habilidade, seja do reconhecimento das próprias emoções ou na identificação de qual é o ganho que a pessoa espera ter, até mesmo em relação ao planejamento futuro”, afirmou Torres ao Byte. Para Maycon Torres, doutor em psicologia e professor da UFF, uma rede de apoio familiar e de amigos também é uma importante forma de prevenção para alertar a pessoa sobre os riscos dos jogos.

O vício afeta não somente a pessoa, mas a família, amigos e toda a sociedade que lida com ela. Por exemplo, a pessoa viciada pode se tornar mais irritável e agressiva quando não consegue consumir a substância, ou ainda, pode passar a ter problemas de concentração e memória. Os familiares precisam saber o papel da dependência nas mudanças comportamentais, alterações de humor, pensamentos equivocados e desânimo do ente querido.


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